OAB da capital compra prédio e economiza em aluguéis

Segundo a entidade dos advogados, o que antes era gasto em aluguel, foi investido em patrimônio

Os R$ 70 mil gastos mensalmente em aluguéis de salas e andares para abrigar a sede da Ordem dos Advogados do Brasil, na Rua dos Andradas, em Porto Alegre, foram economizados. A OAB do Rio Grande do Sul comprou no ano passado, por R$ 3,6 milhões, um prédio próprio, localizado na Rua Washington Luiz, nº 1110. Agora em março, a entidade começou a se mudar. “É uma conquista para a classe. O que antes era gasto em aluguel, foi investido em patrimônio”, destaca o presidente da Ordem gaúcha, Claudio Lamachia.

O edifício de 14 andares fica próximo aos principais órgãos do Judiciário da Capital, como o Foro Central, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, o Ministério Público do Estado, a Justiça Federal e do Trabalho. Esta localização oferece comodidade para os advogados.

Para os profissionais do Interior do Estado que chegam a Porto Alegre a trabalho, o prédio novo da OAB vai oferecer estrutura para descanso no intervalo das audiências, computadores para trabalho e vestiários para banho. Outros serviços também serão oferecidos.

Lamachia salienta que o processo de compra da sede foi realizado com total transparência, pois todos os balanços e dados financeiros foram publicados no site da OAB/RS. “Foram pesquisados vários imóveis e analisados os valores e a localização antes da compra. O advogado pode acompanhar pela internet todos os trâmites da negociação”, lembra o dirigente.

Para o economista Ricardo Pereira, a decisão da entidade de promover a compra de um imóvel, deixando de pagar aluguéis foi um investimento correto. “Se pode comparar com um cidadão que realiza o sonho da casa própria. O caminho é sempre este, pesquisar muito para depois fazer negócio”, conclui.

Rodney Silva

Add comment 30/04/2009

Yeda colhe arroz com as próprias mãos

Dia 7 de março, a governadora Yeda Crusius realizou a 19ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, em Cachoeirinha. Como gesto oficial da Abertura, colheu alguns grãos e logo após dirigiu uma colheitadeira junto com outras autoridades, como o Presidente da Federarroz, Renato Rocha, e o Presidente do Irga, Maurício Fischer.

Em seu discurso, a governadora anunciou R$ 10,5 milhões para o Instituto Rio Grandense do Arroz construir uma nova sede e também para pesquisas e difusão de tecnologias. Yeda enfatizou a importância da lavoura para o agronegócio brasileiro: “Celebro a trajetória que muito honra ao Brasil, com 1,1 milhão de hectares semeados, gerando cerca de 232 mil empregos diretos e indiretos”.

A governadora deu trabalho para repórteres e fotógrafos que cobriam o evento. Ao entrar no arrozal, todos se deslocaram para ter a melhor reportagem e tirar a melhor foto, destruindo parte da lavoura escolhida para a colheita.

Mariana Bechert

Add comment 30/04/2009

Crise financeira: Aumento de salário anima trabalhadores

Em tempos onde o assunto principal é a crise econômica que se instalou em todo mundo, no dia 15 de abril o povo brasileiro recebeu uma boa notícia. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, anunciou a proposta de aumento do salário mínimo por parte do governo federal para o próximo ano.

O primeiro pagamento com o novo valor, que aumentaria para R$ 506,50, seria depositado em 1º de fevereiro de 2010, referente ao mês de janeiro. O último reajuste salarial aconteceu em fevereiro deste ano, onde o salário de R$ 415 passou para R$ 465.

Outra medida tomada pelo governo federal para amenizar a crise foi a redução do imposto sobre produtos industrializados (IPI). Esta redução de impostos fez com que as vendas voltassem a crescer em setores como o automobilístico e de eletrodomésticos. A medida atingiu também os materias de construção.

Para esclarecer algumas dúvidas entrevistamos o professor da disciplina de Economia I, do Curso de Economia da Unisinos, Argos Unildo Mazzotti, que primeiramente falou sobre o aumento do salário mínimo para R$ 506,50.

JOR2: Em tempos de crise econômica, a informação do aumento do salário mínimo tende a afastar o medo da população pela crise?

Argos: Sem dúvida, a informação ajuda a criar uma expectativa positiva por parte do trabalhador em relação ao futuro do desempenho econômico do Brasil. Mas não acredito que seja essa a intenção do governo com tal divulgação tão antecipada. O salário mínimo vem sendo reajustado em percentuais acima da inflação como forma de recuperar o seu poder de compra. Essa tendência vem ocorrendo já há alguns anos, bem antes do início da atual crise. Além disso, o governo tem uma proposta de política permanente de reajuste do salário mínimo até 2023 em apreciação na Câmara dos Deputados. O projeto prevê que o reajuste do mínimo tenha como base a variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais o percentual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

JOR2: A economia nacional tende a melhorar ou piorar este ano, em relação a 2008?

Argos: O ano de 2008 apresentou alguns resultados expressivos, onde se destacam o crescimento do PIB e o cumprimento da meta de inflação. O PIB, a preços de mercado acumulado no ano de 2008, cresceu 5,1% em relação ao ano de 2007, mesmo tendo apresentado resultado negativo no último trimestre do ano. A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 5,90% em 2008, ficando dentro da banda superior da meta inflacionária estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2009, dificilmente teremos a repetição de tal crescimento do PIB. As primeiras estimativas de especialistas indicam crescimento nulo. Neste caso concordo com a posição do governo: Creio que podemos esperar crescimento positivo, mas não muito expressivo. Por outro lado, essas dificuldades econômicas possibilitarão maior facilidade no controle inflacionário, com o IPCA provavelmente ficando abaixo do centro da meta neste ano.

JOR2: A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) está ajudando o Brasil a driblar a crise. Esta redução deveria ser mantida após junho?

Argos: A desoneração do IPI sobre veículos, materiais de construção e, mais recentemente, sobre eletrodomésticos da linha branca é uma medida pontual que apenas atenua os efeitos da crise econômica. Este tipo de política tem caráter arbitrário, já que beneficia apenas alguns setores e não a totalidade da economia nacional. Deste jeito fica parecendo que o governo está reagindo a movimentos de algum tipo de lobby. Além disso, o prazo de desoneração é relativamente curto, e nada garante que os problemas não retornarão com a volta ao normal da cobrança do IPI destes setores. A meu ver, o país precisa de uma política de longo prazo, com uma reforma tributária abrangente e igualitária.

JOR2: O senhor acha que a economia brasileira depende dos valores recolhidos através do IPI ou poderia excluí-lo definitivamente?

Argos: Certamente que o IPI poderia ser incorporado a um imposto sobre valor agregado, no caso de uma reforma tributária. Mas no governo há uma tendência a manter o IPI apenas por suas funções regulatórias, ou seja, tributação seletiva, com alíquotas elevadas, de fumo e bebidas, por exemplo; utilização como instrumento de política industrial; e utilização como instrumento de política regional, através da manutenção dos benefícios existentes para a Zona Franca de Manaus.

Genésio Macedo Barão e Paulo Henrique Machado

Add comment 23/04/2009

Autoescolas lucram 200% com aumento na procura pela CNH

Em Porto Alegre, a demanda de alunos em dezembro do ano passado cresceu cerca de 100%, comparado com o mesmo período de 2007.

Com as alterações em vigor desde o início do ano para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), houve um crescimento significativo no número de alunos. Os candidatos a condutores fugiam das regras mais duras e do aumento dos valores.

Em Porto Alegre, o valor para tirar a CNH categoria B passou de R$ 744,00 para R$ 950,00. Quem se inscreveu no processo antes de 1º de janeiro de 2009 permaneceu nas antigas regras. A procura em dezembro de 2008 na Capital cresceu cerca de 100%, comparado com o mesmo período de 2007. O movimento foi refletido principalmente no lucro das autoescolas que aumentou 200%.

Na autoescola São Cristovão, no bairro Tristeza, a procura triplicou. O resultado foi que a única sala de aula teórica ficou superlotada entre dezembro e março, ocasionando problemas para os alunos. No entanto, em termos financeiros, o faturamento bruto foi superior a R$ 400 mil.

Já na autoescola Parcão, no bairro Independência, prevendo um amento na demanda, foram criadas novas turmas, comprados automóveis e contratados funcionários. Além disso, o lucro bruto no período girou em torno de R$ 600 mil.

Em outro estabelecimento pesquisado, a autoescola Atlântica, no bairro Menino Deus, informou que a procura aumentou mais de 150%. O principal problema registrado com o crescimento da demanda foi em relação as aulas práticas. Os instrutores afirmam que o aluno que chega sem noção de direção faz as 15 aulas as quais tem direito e se ainda não estiver preparado para a prova, poderá realizar quantas aulas a mais necessitar. Entretanto, os horários foram totalmente preenchidos e as próximas aulas, muitas vezes, são marcadas para mais de um mês, deixando o aluno em situação complicada para aprendizado. O lucro registrado na Atlântica foi de cerca de R$ 600 mil.

Add comment 16/04/2009

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