Archive for Junho, 2009
Preço do leite deve cair
O Rio Grande do Sul registrou a maior alta no preço do leite pasteurizado com 19,8%. Em todo o Brasil, o produto teve um aumento de 12,2% em junho. No Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o Estado gaúcho registrou aumento de 0,35%, bem próximo da média
nacional de 0,38%. Conforme o Secretário Executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul, Darlan Palharini, este elevado índice ocorreu devido à falta do produto. “Nós tivemos em 2007 um grande boom da questão do setor lácteo, na cotação do mercado internacional o leite realmente disparou de preço, havendo depois uma queda bem significativa. Com isto, alguns produtores, principalmente do Paraná e Goiás, diminuíram sua produção, o que não é o caso do Rio Grande do Sul. Mas nós somos um estado exportador. E agora nessa entressafra que acontece em todo Brasil, acabou tendo uma oferta bem menor do que a procura”.
A estiagem também foi um fator que contribuiu para o aumento de preço no produto final. Segundo Palharini, como Rio de Janeiro e São Paulo são os grandes centros do país, os outros estados se auto regulam pelo valor que é praticado nestes dois polos. “Com estes dois estados trabalhando com um preço mais elevado que aqui na região, somando com a baixa oferta da matéria prima devido a estiagem, o preço acaba aumentando”.
Sobre as expectativas para os próximos meses, Palharini ressaltou que não tem como afirmar o que irá ocorrer, mas acredita que até o mês de agosto o valor deverá ter um significativo declínio. “A nossa expectativa é de que a safra, efetivamente do Rio Grande do Sul, deva estar começando a ter frutos a partir da segunda quinzena de julho ou agosto. Até lá acredito que os preços devam ficar estáveis”. O litro do leite, vendido em abril a R$ 1,79, passou para R$ 2,29 em junho nas principais redes de supermercados.
Paulo Henrique Machado
Genésio Macedo Barão
Add comment 25/06/2009
Possíveis demissões no setor calçadista
Após a Associação Brasileira da Indústria de Calçados ter revelado que o Rio Grande do Sul registrou queda de 36,4% no volume de exportação de calçados, e de 34,6% em finanças nos cinco primeiros meses do ano, o diretor executivo da Abicalçados, Heitor Klein, afirmou que, apesar de não poder prever o futuro, acredita que este índice negativo pode resultar em demissões de funcionários nas empresas calçadistas. “Eu não tenho como fazer previsões para o futuro devido a instabilidade da situação, mas não acredito que em curto prazo possamos ter uma reação positiva. Então este problema do nível de atividade das empresas e portanto o emprego no setor pode se agravar”, ressaltou Klein.

Diretor Executivo da Abicalçados
Ele ainda lembrou que esta não é a primeira vez que o Estado sobre com a queda das exportações. “Na última temporada já fomos prejudicados por causa da volatilidade da moeda, que estragou toda nossa temporada de primavera/verão no mercado internacional. Agora, novamente com a valorização do real perante o dólar, bem na época que estamos em plena negociação para outono/inverno, voltamos a ter dificuldades desta natureza”.
Este declínio é resultado de muitos fatores, na qual alguns são destacados por Klein. “Entre outras situações está questão da queda das exportações, os problemas surgidos tanto na Argentina, com o impasse das novas medidas adotadas pelo governo de Buenos Aires, quanto a questão sempre pendente da Venezuela e do Equador. Tudo isto sempre afeta de uma maneira muito forte as exportações do setor”.
Mesmo assim com estes aspectos negativos, o diretor executivo da Abicalçados ainda ressaltou que o Rio Grande do Sul figurou na segunda posição no ranking dos estados, com relação aos embarques, porém com o maior faturamento. As fábricas gaúchas embarcaram mais de 15 milhões de pares no acumulado do ano, com receita de 308 milhões de reais. O Ceará continua liderando nas exportações em volume, com embarques de 23 milhões de pares de janeiro a maio. O estado, porém, amargou queda de 17,8% em volume físico e 12,1% em termos monetários.
Paulo Henrique Machado
Add comment 25/06/2009
Lixeira ou Kinder ovo?
Por Rodney Silva
Quem passa pelo Centro certamente deve ter percebido as centenas de lixeiras instaladas pelas ruas, praças e avenidas de Porto Alegre. A iniciativa é excelente, pois elas viraram artigos raros na cidade.
O material utilizado na produção das lixeiras é de boa qualidade, com aço galvanizado. Em eventuais incêndios, elas dificilmente serão destruídas. Nas ações de vandalismo mais corriqueiras, as lixeiras são mais resistentes.
O formato das lixeiras é moderno, facilitando o trabalho dos garis. Os funcionários da prefeitura param na frente dela com o carrinho de lixo e apenas viram a lixeira para que os resíduos caiam diretamente dentro do carrinho.
Mas, prestando mais atenção, podemos perceber que ela é bem parecida com algo bem menor, com chocolate ao redor e com uma surpresa, que não era lixo, mas um brinquedo.
A lixeira do Fogaça parece um Kinder ovo!
Esta aí um bom símbolo para administração do atual prefeito. No entanto, a gestão do poeta peemedebista não é uma boa surpresa, como a que tem dentro de um Kinder ovo, mas representa muito bem o que tem dentro das modernas lixeiras da prefeitura.
Add comment 25/06/2009
De olho nas eleições estaduais 2010
Por Rodney Silva
A sucessão ao governo do Estado para as eleições de 2010 já está se desenhando em termos de candidatos e possíveis alianças políticas.
A governadora Yeda Crusuis mantém a disposição de concorrer a reeleição. Sua gestão é ruim em termos políticos, envolvida em diversas denúncias de irregularidades. Porém, na área administrativo-financeira, Yeda tem um bom, governo, mas que está sendo ofuscado em meio a tantas confusões políticas. Yeda terá o apoio do seu partido, o PSDB e a possibilidade de ampliar o leque com o PPS e o PP.
O PMDB vive um ótimo dilema, pois tem dois fortes candidatos ao governo para escolher. Poderá decidir entre o ex-governador Germano Rigotto e o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça. Ambos estão em segundo nas pesquisas, apenas atrás de Tarso Genro, do PT. A aliança do partido é bastante ampla, tendo prováveis os apoios de PTB e PDT. Existe a possibilidade do PP abandonar Yeda e os dos partidos satélites do PT: PSB e PCdoB, também apoiarem o PMDB.
Apesar do PT estar definindo a candidatura ainda como três nomes, todos já sabem que o concorrente do Piratini será o ministro da Justiça, Tarso Genro. Embalado pelas pesquisas, Tarso poderá agregar do PDT a sua chapa se Rigotto sair como candidato do PMDB, pois se for Fogaça, os pedetistas ficam com a prefeitura e o partido o apoiará o prefeito. As boas relações de Tarso e do senador Paulo Paim com o senador Sergio Zambiasi geram a esperança de contar com o PTB. No entanto, o mais difícil será manter os tradicionais aliados PSB e PCdoB na Frente Popular, já que estes partidos querem ter outras perspectivas políticas.
Sob os holofotes das denúncias contra a desafeta Yeda, o vice-governador Paulo Feijó conta com o apoio do DEM estadual para se lançar candidato. Nacionalmente, o DEM pressiona para que o partido se alie com o PSDB. Esta hipótese não passa pela cabeça dos democratas gaúchos. O DEM disputaria sem alianças a governo.
Construindo a chamada terceira-via, o deputado federal Beto Albuquerque (PSB) poderá ser o candidato da aliança que reuniria além de seu partido, o PCdoB, o PP, o PPS, o PDT e o PTB. A probabilidade deste bloco realmente vingar, no entanto, é remota.
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Pessimista ou realista? Só o tempo dirá!
“Minha Casa, Minha Vida”, um tendencioso projeto do Governo Federal que já causou muita discussão. Desta vez a promessa do presidente Lula é construir um milhão de moradias até o ano de 2010. Seria muito fácil escrever aqui o quanto estas moradias são necessárias para o nosso país ou que mais uma vez o atual governo pensou em quem realmente precisa. Mas paramos um pouco para pensar e pegamos o Projeto de Aceleração do Crescimento (PAC). Inicialmente o valor anunciado de investimentos, em 2007, foi de R$ 503,9 bilhões, passando para mais de R$ 1,1 trilhão em fevereiro deste ano.
Conforme o relatório final de uma auditoria realizada pela Controladoria Geral da União, divulgado neste dia 14 de maio, 46% das obras do PAC em andamento auditadas pela CGU têm problemas. Algumas obras padecem de superfaturamento, fraudes, favorecimento de empresas e licitações indevidas. Outro exemplo acontece no Espírito Santo, onde apenas em um município mais de 950 casas populares estão inacabadas ou com projetos interrompidos.
Se nem o que foi prometido no PAC está sendo cumprido, como então acreditar que o projeto Minha Casa, Minha Vida dará certo? Ao que me parece, este programa do governo tem o intuito de mexer com os sentimentos do povo brasileiro, em aguçar o sonho da casa própria. Percebe-se isto ao ver que o governo não estipulou um prazo oficial para o término do projeto.
Programa eleitoreiro? Com certeza! Em 2010, meses antes das eleições, veremos uma aceleração e início de obras para, durante as propagandas políticas, “mostrar o que se está fazendo”. Infelizmente tudo me leva a crer que mais uma vez o povo brasileiro será enganado pelos políticos. Espero estar errado!
Paulo Henrique Machado
Add comment 04/06/2009