Preço do leite deve cair
O Rio Grande do Sul registrou a maior alta no preço do leite pasteurizado com 19,8%. Em todo o Brasil, o produto teve um aumento de 12,2% em junho. No Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o Estado gaúcho registrou aumento de 0,35%, bem próximo da média
nacional de 0,38%. Conforme o Secretário Executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul, Darlan Palharini, este elevado índice ocorreu devido à falta do produto. “Nós tivemos em 2007 um grande boom da questão do setor lácteo, na cotação do mercado internacional o leite realmente disparou de preço, havendo depois uma queda bem significativa. Com isto, alguns produtores, principalmente do Paraná e Goiás, diminuíram sua produção, o que não é o caso do Rio Grande do Sul. Mas nós somos um estado exportador. E agora nessa entressafra que acontece em todo Brasil, acabou tendo uma oferta bem menor do que a procura”.
A estiagem também foi um fator que contribuiu para o aumento de preço no produto final. Segundo Palharini, como Rio de Janeiro e São Paulo são os grandes centros do país, os outros estados se auto regulam pelo valor que é praticado nestes dois polos. “Com estes dois estados trabalhando com um preço mais elevado que aqui na região, somando com a baixa oferta da matéria prima devido a estiagem, o preço acaba aumentando”.
Sobre as expectativas para os próximos meses, Palharini ressaltou que não tem como afirmar o que irá ocorrer, mas acredita que até o mês de agosto o valor deverá ter um significativo declínio. “A nossa expectativa é de que a safra, efetivamente do Rio Grande do Sul, deva estar começando a ter frutos a partir da segunda quinzena de julho ou agosto. Até lá acredito que os preços devam ficar estáveis”. O litro do leite, vendido em abril a R$ 1,79, passou para R$ 2,29 em junho nas principais redes de supermercados.
Paulo Henrique Machado
Genésio Macedo Barão
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Possíveis demissões no setor calçadista
Após a Associação Brasileira da Indústria de Calçados ter revelado que o Rio Grande do Sul registrou queda de 36,4% no volume de exportação de calçados, e de 34,6% em finanças nos cinco primeiros meses do ano, o diretor executivo da Abicalçados, Heitor Klein, afirmou que, apesar de não poder prever o futuro, acredita que este índice negativo pode resultar em demissões de funcionários nas empresas calçadistas. “Eu não tenho como fazer previsões para o futuro devido a instabilidade da situação, mas não acredito que em curto prazo possamos ter uma reação positiva. Então este problema do nível de atividade das empresas e portanto o emprego no setor pode se agravar”, ressaltou Klein.

Diretor Executivo da Abicalçados
Ele ainda lembrou que esta não é a primeira vez que o Estado sobre com a queda das exportações. “Na última temporada já fomos prejudicados por causa da volatilidade da moeda, que estragou toda nossa temporada de primavera/verão no mercado internacional. Agora, novamente com a valorização do real perante o dólar, bem na época que estamos em plena negociação para outono/inverno, voltamos a ter dificuldades desta natureza”.
Este declínio é resultado de muitos fatores, na qual alguns são destacados por Klein. “Entre outras situações está questão da queda das exportações, os problemas surgidos tanto na Argentina, com o impasse das novas medidas adotadas pelo governo de Buenos Aires, quanto a questão sempre pendente da Venezuela e do Equador. Tudo isto sempre afeta de uma maneira muito forte as exportações do setor”.
Mesmo assim com estes aspectos negativos, o diretor executivo da Abicalçados ainda ressaltou que o Rio Grande do Sul figurou na segunda posição no ranking dos estados, com relação aos embarques, porém com o maior faturamento. As fábricas gaúchas embarcaram mais de 15 milhões de pares no acumulado do ano, com receita de 308 milhões de reais. O Ceará continua liderando nas exportações em volume, com embarques de 23 milhões de pares de janeiro a maio. O estado, porém, amargou queda de 17,8% em volume físico e 12,1% em termos monetários.
Paulo Henrique Machado
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Lixeira ou Kinder ovo?
Por Rodney Silva
Quem passa pelo Centro certamente deve ter percebido as centenas de lixeiras instaladas pelas ruas, praças e avenidas de Porto Alegre. A iniciativa é excelente, pois elas viraram artigos raros na cidade.
O material utilizado na produção das lixeiras é de boa qualidade, com aço galvanizado. Em eventuais incêndios, elas dificilmente serão destruídas. Nas ações de vandalismo mais corriqueiras, as lixeiras são mais resistentes.
O formato das lixeiras é moderno, facilitando o trabalho dos garis. Os funcionários da prefeitura param na frente dela com o carrinho de lixo e apenas viram a lixeira para que os resíduos caiam diretamente dentro do carrinho.
Mas, prestando mais atenção, podemos perceber que ela é bem parecida com algo bem menor, com chocolate ao redor e com uma surpresa, que não era lixo, mas um brinquedo.
A lixeira do Fogaça parece um Kinder ovo!
Esta aí um bom símbolo para administração do atual prefeito. No entanto, a gestão do poeta peemedebista não é uma boa surpresa, como a que tem dentro de um Kinder ovo, mas representa muito bem o que tem dentro das modernas lixeiras da prefeitura.
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De olho nas eleições estaduais 2010
Por Rodney Silva
A sucessão ao governo do Estado para as eleições de 2010 já está se desenhando em termos de candidatos e possíveis alianças políticas.
A governadora Yeda Crusuis mantém a disposição de concorrer a reeleição. Sua gestão é ruim em termos políticos, envolvida em diversas denúncias de irregularidades. Porém, na área administrativo-financeira, Yeda tem um bom, governo, mas que está sendo ofuscado em meio a tantas confusões políticas. Yeda terá o apoio do seu partido, o PSDB e a possibilidade de ampliar o leque com o PPS e o PP.
O PMDB vive um ótimo dilema, pois tem dois fortes candidatos ao governo para escolher. Poderá decidir entre o ex-governador Germano Rigotto e o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça. Ambos estão em segundo nas pesquisas, apenas atrás de Tarso Genro, do PT. A aliança do partido é bastante ampla, tendo prováveis os apoios de PTB e PDT. Existe a possibilidade do PP abandonar Yeda e os dos partidos satélites do PT: PSB e PCdoB, também apoiarem o PMDB.
Apesar do PT estar definindo a candidatura ainda como três nomes, todos já sabem que o concorrente do Piratini será o ministro da Justiça, Tarso Genro. Embalado pelas pesquisas, Tarso poderá agregar do PDT a sua chapa se Rigotto sair como candidato do PMDB, pois se for Fogaça, os pedetistas ficam com a prefeitura e o partido o apoiará o prefeito. As boas relações de Tarso e do senador Paulo Paim com o senador Sergio Zambiasi geram a esperança de contar com o PTB. No entanto, o mais difícil será manter os tradicionais aliados PSB e PCdoB na Frente Popular, já que estes partidos querem ter outras perspectivas políticas.
Sob os holofotes das denúncias contra a desafeta Yeda, o vice-governador Paulo Feijó conta com o apoio do DEM estadual para se lançar candidato. Nacionalmente, o DEM pressiona para que o partido se alie com o PSDB. Esta hipótese não passa pela cabeça dos democratas gaúchos. O DEM disputaria sem alianças a governo.
Construindo a chamada terceira-via, o deputado federal Beto Albuquerque (PSB) poderá ser o candidato da aliança que reuniria além de seu partido, o PCdoB, o PP, o PPS, o PDT e o PTB. A probabilidade deste bloco realmente vingar, no entanto, é remota.
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Pessimista ou realista? Só o tempo dirá!
“Minha Casa, Minha Vida”, um tendencioso projeto do Governo Federal que já causou muita discussão. Desta vez a promessa do presidente Lula é construir um milhão de moradias até o ano de 2010. Seria muito fácil escrever aqui o quanto estas moradias são necessárias para o nosso país ou que mais uma vez o atual governo pensou em quem realmente precisa. Mas paramos um pouco para pensar e pegamos o Projeto de Aceleração do Crescimento (PAC). Inicialmente o valor anunciado de investimentos, em 2007, foi de R$ 503,9 bilhões, passando para mais de R$ 1,1 trilhão em fevereiro deste ano.
Conforme o relatório final de uma auditoria realizada pela Controladoria Geral da União, divulgado neste dia 14 de maio, 46% das obras do PAC em andamento auditadas pela CGU têm problemas. Algumas obras padecem de superfaturamento, fraudes, favorecimento de empresas e licitações indevidas. Outro exemplo acontece no Espírito Santo, onde apenas em um município mais de 950 casas populares estão inacabadas ou com projetos interrompidos.
Se nem o que foi prometido no PAC está sendo cumprido, como então acreditar que o projeto Minha Casa, Minha Vida dará certo? Ao que me parece, este programa do governo tem o intuito de mexer com os sentimentos do povo brasileiro, em aguçar o sonho da casa própria. Percebe-se isto ao ver que o governo não estipulou um prazo oficial para o término do projeto.
Programa eleitoreiro? Com certeza! Em 2010, meses antes das eleições, veremos uma aceleração e início de obras para, durante as propagandas políticas, “mostrar o que se está fazendo”. Infelizmente tudo me leva a crer que mais uma vez o povo brasileiro será enganado pelos políticos. Espero estar errado!
Paulo Henrique Machado
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Sala de Ações aproxima alunos do mercado financeiro
O impacto da crise econômica instalada no mundo continua influenciando a vida do povo brasileiro. Rotineiramente vemos notícias sobre a queda das bolsas de valores em todo o mundo. Mas afinal, é hora de investir na bolsa de valores ou ainda é um risco muito grande?
Para tirar estas e outras dúvidas, a Unisinos, em parceria com a XP Investimentos, realiza cursos e palestras realizadas na Sala de Ações XP Unisinos, para que os alunos da universidade tenham noção de como é o mercado de capitais na prática.
Para o professor do curso de Ciências Contábeis e Administração, Sergio Soldera, a Sala de Ações XP Unisinos é uma ótima oportunidade dos alunos envolverem-se com o mercado de capitais. “Eu sentia que o pessoal andava interessado por este assunto e resolvi desenvolver a idéia da Sala, devido a uma boa experiência que já havia obtido na PUC”, conta Soldera.

Alunos da Unisinos durante palestra
Na Sala de Ações, o universitário pode fazer tudo que se faz em uma corretora. “O estudante faz aplicações e controla os valores do mercado financeiro. É uma oportunidade de ampliarem seus conhecimentos e oferecer uma preparação extraclasse para entrar no mercado de trabalho. Muita gente se assusta com essa área, mas assim que começa a praticar já se torna mais acessível, justamente porque que há pessoas profissionais ajudando nas aulas”, explica o professor.

Sala de Ações XP Unisinos
Durante todo o ano as palestras continuarão ocorrendo na Sala, que fica no Centro 5 da Unisinos. Elas também valem como horas complementares. Atualmente, dois estagiários estão diariamente à disposição dos alunos que se interessarem em conhecer um pouco mais dessa área e quiserem saber mais informações sobre as palestras.
Genésio Macedo Barão,
Mariana Bechert e
Paulo Henrique Machado
Add comment 28/05/2009
Gestão de Pavan na Assembleia visa eleições de 2010
Por Rodney Silva
Desde que assumiu a presidência da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Ivar Pavan (PT), retirou o seu partido do isolamento político em que vivia no parlamento. Aproximou-se do PDT ao realizar uma gestão conjunta, tendo em vista que os pedetistas assumirão o comando do Legislativo em 2010.
Obviamente, os gestos do PT também visam uma futura aliança nas eleições de 2010 para o governo do Estado.
É a primeira vez que o PT ocupará o cargo em 22 anos em que ocupa cadeiras no Legislativo gaúcho, mesmo tendo a maior bancada por três legislaturas consecutivas. Este momento histórico só foi possível devido ao diálogo com os partidos políticos, afirmou Pavan.
Para mostrar definitivamente que não está isolado na Assembleia, o PT terá que co
nquistar a confiança dos partidos para que assinem a CPI proposta pelas patistas para averiguar as denúncias contra o governo Yeda Crusius. É um teste e tanto. Até às 14h30min desta sexta-feira (15), haviam apenas 12 assinaturas. A CPI só é instalada se houver apoio de pelo menos 19 deputados.
Add comment 15/05/2009
Professor de PPG da Unisinos participa de Seminário em Portugal
Gratificação pessoal e profissional. Foi este o sentimento que o professor do Programa de Pós Graduação (PPG) de Direito da Unisinos, José Carlos Moreira da Silva Filho, trouxe consigo de Portugal. Lá, participou do Seminário Luso-Brasileiro sobre Repressão e Memória Política, na histórica Universidade de Coimbra.
Realizado nos dias 20 e 21 de abril passado, o seminário reuniu estudantes, estudiosos, advogados e interessados em saber mais sobre as iniciativas de preservação da memória política de Brasil e Portugal, no Centro de Estudos Sociais da universidade.
O professor José Moreira apresentou as idéias de seu artigo “O Anjo da História e a Memória das Vítimas: o caso da Ditadura Militar no Brasil”. Baseado em teorias como as do filósofo alemão Walter Benjamin, Moreira explica que, a partir das teorias, busca-se um conceito para a preservação da memória política. “O artigo trabalha conceitualmente a memória dentro do contexto da história militar do Brasil”, diz.
Pesquisa e Comissão
A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça do Brasil tem 22 conselheiros, cujo trabalho é sem remuneração. O professor José Moreira é conselheiro desde 2007 e explica a sua pesquisa: “Ela é comprometida com a crítica social. São analisados os problemas políticos e sociais, para a preservação da memória política”, salienta.
O professor do PPG considerou muito produtivo o evento, tendo nele sido realizados vários debates interessantes. Além disso, encontrou dois estudantes da Unisinos no país lusitano, ambos em Intercâmbio. O Ministro da Justiça brasileira, Tarso Genro, participou da abertura do seminário.
Moreira lembra que o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra também participou das edições do Fórum Social Mundial, realizadas em Porto Alegre, e costuma estar presente em diversos eventos do tipo.

Genésio Macedo Barão e Paulo Henrique Machado
Add comment 08/05/2009
Porto Alegre tem uma das maiores taxas de desemprego do país, diz pesquisa
A crise internacional trouxe fortes efeitos no primeiro trimestre de 2009, quando mais empresas tiveram queda nos indicadores de produção. Para complicar mais a situação em nosso estado, a Grande Porto Alegre aumentou o índice de desemprego. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego realizada pelo Dieese, a taxa de desemprego na região metropolitana aumentou de 10,4% para 11,7% em março.
Segundo a supervisora da pesquisa, Irene Galeaze, apesar das informações negativas, a queda foi menor em relação aos meses anteriores. “Estamos vendo um comportamento no mês de março, onde houve uma pequena redução do nível ocupacional e um aumento do desemprego. A nossa ocupação ela vem já retraindo há quatro meses. Começou em dezembro, com pequenas quedas, mas agora (em março) ela foi a um patamar menor do que nos meses anteriores, o que é, enfim, um dado positivo.
A supervisora lembra que os resultados da pesquisa do ano passado não foram muitos diferentes. Assim, ela acredita que a baixa não é relacionada com a crise. “E esta taxa deste ano é idêntica a taxa de março do ano passado. Então nós voltamos ao patamar de 2008, período em que não tínhamos nenhum efeito da Crise”.
“É muito difícil de a gente estabelecer uma prospecção, pois nós temos mudanças ainda não muito claras em nossa economia por conta da crise. A gente ainda não tem uma visão mais consistente sobre os efeitos. Então fica um pouco difícil a gente separar o que é efeito da crise, se já está acontecendo o efeito da crise. E o que a gente pode pensar em termos de perspectiva é que se não houver grandes alterações, se a crise não chegar até nós de maneira mais intensa, talvez uma subida do desemprego e patamares mais normais”, explica Irene.
Genésio Macedo Barão e Paulo Henrique Machado
Add comment 30/04/2009
Unisinos e ACIS/São Leopoldo lançam Cartilha de Finanças
Material foi elaborado para ajudar na organização das economias pessoais
A cartilha foi elaborada pelo professor de Economia e coordenador do MBA em Finanças da Unisinos, Sérgio Soldera. Ele explica que a idéia surgiu a partir de uma iniciativa da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de São Leopoldo (ACIS), que visa sensibilizar as pessoas para necessidade de um planejamento financeiro pessoal. “Na cartilha são dadas as principais dicas e lembrados alguns elementos importantes para organizar as finanças domésticas e pessoais. É uma apresentação bem simples, de fácil acesso para todo mundo”, explica o professor.
Soldera salienta que o principal objetivo com a cartilha é começar a estimular nas pessoas a curiosidade e o interesse para conhecer e organizar suas finanças. “Este controle traz uma série de benefícios para as famílias terem um futuro mais tranqüilo”, diz.
Educação financeira na crise
Segundo o professor, a educação financeira deveria começar desde criança. “Os pais precisariam estimular seus filhos a conhecerem a área das finanças, afinal isto faz parte da vida. A educação financeira deveria se estender até a escola. Sempre temos algo a aprender em relação ao dinheiro”, ressalta.
As empresas associadas à ACIS estão recebendo as cartilhas bem como os funcionários e familiares das mesmas. Na Unisinos, o material pode ser retirado na Associação de Funcionários da Unisinos (AFU), ou no Diretório Central Acadêmico (DCE).
Economia
Genésio Macedo Barão
Paulo Henrique Machado
Add comment 30/04/2009
